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Diálogos entre Ciência e a Dança

Diálogos entre Ciência e a Dança

A arte é inerente ao ser humano desde suas origens, contudo, a produção da arte é um desafio em um mundo capitalista, onde a falta de incentivo e valorização prevalece. Não obstante, o meio acadêmico também sofre com o constante corte de verbas e desvalorização. Neste palco ainda em blackout o bailarino pesquisador se questiona: “haverá espaço para as Ciências da Dança?” e a luz no fim do túnel se acende como um holofote, ou um farol do outro lado do oceano. E o jeitinho brasileiro é sair do Brasil, largar tudo para ir buscar lá longe o que não conseguimos produzir aqui, e voltar, carregando o peso do conhecimento na mala, correndo risco de ainda pagar imposto.

Ainda esperando a iluminação, mas ouvindo o murmurinho leve da plateia, o bailarino pesquisador se questiona: “vale a pena?”, então a música começa e o corpo se mexe sozinho e o questionamento desaparece pois não há nada como aquele momento em que o resultado de tanta dedicação aparece. Nada mais é importante! E o bailarino pesquisador quer apenas compartilhar.

É com muita alegria que o Bastidores apresenta a primeira Edição Especial “Diálogos entre a Ciência e a Dança” publicado no International Journal of Art, Culture and Design Technologies (IJACDT).

A revista científica pode ser acessada por meio deste link https://www.igi-global.com/journals/abstract-announcement/185287. Clique aqui para ler a tradução da nota editorial escrita por Bárbara Pessali-Marques.

Treinamento de Flexibilidade na Infância e Adolescência

Treinamento de Flexibilidade na Infância e Adolescência

A preparação física no período da infância e adolescência deve ser aplicada cuidadosamente, pois além de levar em consideração a modificação adequada das variáveis de treinamento (frequência, intensidade, volume, densidade e carga) é necessário considerar a fase de desenvolvimento de aspectos físicos e cognitivos em que o indivíduo se encontra.

Crianças e jovens precisam se movimentar para que seu desenvolvimento psíquico e físico seja harmônico, contudo, todo treinamento que visa o desempenho deve ser uma opção do praticante e não uma imposição dos pais e/ou responsáveis. É importante também destacar a necessidade de uma melhor compreensão dos fatores que podem interferir na mobilidade das articulações, especialmente entre o período da segunda infância (idade de 7 a 10/11 anos, de acordo com Piaget, 1982) e o início da puberdade (WEINECK, 2013; MELO, 2011). Weineck (2013) afirma que o treinamento deve ser apropriado à idade física e mental do aluno, sendo que em crianças, este é um processo sistemático a longo prazo, com procedimentos diferentes dos de adultos.

Na infância, em consequência do rápido desenvolvimento do sistema nervoso central, torna-se fundamental uma ampla e adequada variação nos estímulos ambientais, de maneira que o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-social seja favorecido. Na adolescência, ocorrem alterações biológicas associadas ao pico de produção dos hormônios, testosterona no sexo masculino e estradiol no feminino, variando muito quanto à idade cronológica, gerando a necessidade de que os estímulos motores sejam adequadamente ajustados de acordo com o estágio de maturação biológica e com as experiências anteriores (A.H.N. Ré ,2011).

Atividades como o ballet e outras modalidades de dança, ginástica rítmica e artística, são frequentemente procuradas na infância e adolescência, principalmente por crianças do sexo feminino, e uma das capacidade físicas que estas modalidades têm em comum é a flexibilidade.

A flexibilidade é considerada um componente importante da aptidão física relacionada à saúde (MINATTO et al, 2010) e é fundamental para que haja resultado e desempenho satisfatório nas modalidades acima mencionadas, devido à exigência de grandes amplitudes de movimentos nessas práticas.

Durante a adolescência, ocorre uma diminuição da flexibilidade com tendência a aumentar posteriormente atingindo um platô…

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Por Anna Carolina Souza Marques

Diário de uma Bailarina: Mãe, amor que não tem fim

Diário de uma Bailarina: Mãe, amor que não tem fim

Viver da dança não é e nem nunca foi uma tarefa fácil. O bailarino é um artista nato, que através de sua dedicação integral, desgaste emocional/físico, anos de estudos, horas de ensaio e trabalho, busca levar ao mundo a beleza estética e expressiva da arte do movimento. Estes profissionais são conhecidos por uma auto cobrança exacerbada, pelo elevado grau de perfeccionismo, por privações incontornáveis relacionadas ao tempo do lazer e por um alto nível de disciplina; sendo estes importantes fatores na construção de uma carreira artística no mundo da dança.

Contudo, é importante lembrar que todo(a) grande bailarino(a) tem por trás uma grande mãe. Ser mãe de bailarino(a) não se resume apenas à matrícula feita nas aulas de ballet ou à compra de materiais de dança. Sua tarefa é de extrema importância e não pode ser negligenciada jamais.

Ser mãe de bailarino(a) é dispor grande parte do seu dia em prol das aulas e ensaios de seu/sua artista particular, é ficar sentada do lado de fora da sala esperando por longas e intermináveis horas, tendo como única distração o ritmo delicado trazido pelas notas musicais clássicas tocadas do lado oposto da porta.

Ser mãe de bailarino(a) é…

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Por Bárbara Pessali-Marques

 

 

 

Diário de uma Bailarina: Uma esperança de Futuro em meio ao Retrocesso Social

Diário de uma Bailarina: Uma esperança de Futuro em meio ao Retrocesso Social

Artista, aquele que tem ou exprime o sentimento da arte (AURÉLIO, 2016), que tem sensibilidade estética apurada, indivíduo habilidoso /talentoso (INFOPÉDIA, 2003), pessoa que é exímia no desempenho de seu ofício, que tem habilidade ou vocação artística (MICHAELLIS), aquele que ama as artes (PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA).

A grande gama de definições encontrada para o termo “artista” nos diferentes dicionários existentes, faz-nos acreditar na fácil compreensão da amplitude de sua prática no cotidiano. Contudo, nos dias atuais, a escolha da área artística como profissão a ser seguida tornou-se sinônimo de ato de coragem.

Entre os diversos campos profissionais que o mundo da arte engloba, encontramos aquele que utiliza o movimento corporal como força motriz para sua expressão artística individual; profissional esse também conhecido como bailarino(a).

Por muitos anos, esses artistas vêm procurando conquistar espaço e especialmente reconhecimento perante a sociedade, enfrentando diversas barreiras atreladas à desvalorização, marginalização e desmerecimento da área em questão.

Após incansáveis “batalhas” realizadas em prol de seus direitos, os profissionais da arte acabam sendo surpreendidos por mais um obstáculo em sua trajetória. No dia 26 de abril de 2018, será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de caráter constitucional (representada pela ADPF 183 e 293), a qual busca questionar a “obrigatoriedade de diploma ou de certificado de capacitação para registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício das profissões de artista e técnico em espetáculos de diversões” (STF, 2013).

A Procuradoria Geral da República (PGR) insiste em afirmar que a atividade de artistas, técnicos em espetáculos e músicos representa uma forma livre de manifestação artística, que se faz contrária à necessidade de um diploma de capacitação para registro profissional; desconsiderando, portanto, o artista como um profissional.

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Por Thaís Cabral

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DICIONÁRIO AURÉLIO. Disponível em: https://dicionariodoaurelio.com/artista. Acesso em: 15 Abr. 2018

DICIONÁRIO INFOPÉDIA DA LÍNGUA PORTUGUESA. Porto: Porto Editora, 2003-2018.
Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/artist. Acesso em: 15 abr.2018

DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Disponível em: https://www.priberam.pt/dlpo/artista. Acesso em: 15. abr. 2018

MICHAELLIS DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/busca?id=ZElb. Acesso em: 15. Abr. 2018

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Brasília, 27. set. 2013.
Disponível em: https://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=249452. Acesso em: 15. abr. 2018

Publicação de Utilidade Pública

Publicação de Utilidade Pública

Fazer ciência não é fácil.

Nós cientistas ou engajados com a constante atualização do conhecimento sabemos disso mais do que ninguém. Mesmo assim, os cientistas não se ajudam, pois há tão pouco espaço que acaba fazendo com que toda a nossa natureza selvagem de sobrevivência venha à tona.

Só vale o nome como primeiro autor, só vale o artigo publicado, só vale a publicação “naquela” revista. Só vale se estiver vinculado com “aquela” instituição, ou com “aquele” professor. O doutorando vira bandido, o mestrando vira cavalo e o aluno de graduação vira o coco…

E o conhecimento onde fica?

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Por Bárbara Pessali-Marques