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Continuo a refletir sobre a questão “O Bailarino tem que ser magro?”, o que é “ser magro”?, até que ponto a necessidade de “ser magro” ajuda ou atrapalha uma carreira?

Pensando nisso busquei ajuda de duas pessoas que dividiram a caminhada da dança comigo em momentos distintos da minha carreira.

Hoje posto sobre a Bruna Bizzotto. Bruna estudou comigo no Centro de Formação Artística do Palácio das Artes – CEFAR. Dividimos turmas, coreografias e até o mesmo papel como solistas. Enfrentamos juntas a pressão do “senão você não subirá ao palco” ou “senão você será substituída”, acredito que nos tornamos mulheres mais fortes. Mas a custo de que?

Bruna dividiu alguns sentimentos dela conosco:

“Sempre passei por esse problema do físico! Nunca fui magrinha e sempre tive bumbum e coxas avantajadas que me fizeram ouvir sempre que estava gorda, que para conseguir um papel ou mesmo me manter na cia teria que emagrecer e ficar igual fulana… Sempre!

Passar por isso, num período tão complicado como a adolescência, teve (e ainda tem) reflexos diretos na auto estima, na confiança e em diversos outros aspectos da vida! Eu era uma boa bailarina, esforçada, dedicada e talentosa. Sei reconhecer isso hoje mas antes era impossível pra mim! De nada adiantava ser boa sem ser magricela! Certa vez eu fui na minha fisioterapeuta anja (Andrea Mourão) e ela me disse que eu estava bem magra. Eu contei que minha diretora havia acabado de me falar que eu tinha que emagrecer uns 5 quilinhos pelo menos. Ela me sentou, me disse que se eu emagrecesse mais que aquilo, ia comprometer meu ciclo menstrual e que eu perderia massa muscular tão importante para o trabalho de um bailarino (e principalmente para o tipo de trabalho da cia que eu dançava).


Bruna Bizzoto

Minha criação e apoio familiar principalmente por parte da minha mãe nunca me deixaram adoecer (apesar de diversas tentativas de tomar remédio escondido, tentar forçar vômito, parar de comer…)!

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Por Bárbara Pessali-Marques