Diário de uma Bailarina: Mãe, amor que não tem fim

Diário de uma Bailarina: Mãe, amor que não tem fim

Viver da dança não é e nem nunca foi uma tarefa fácil. O bailarino é um artista nato, que através de sua dedicação integral, desgaste emocional/físico, anos de estudos, horas de ensaio e trabalho, busca levar ao mundo a beleza estética e expressiva da arte do movimento. Estes profissionais são conhecidos por uma auto cobrança exacerbada, pelo elevado grau de perfeccionismo, por privações incontornáveis relacionadas ao tempo do lazer e por um alto nível de disciplina; sendo estes importantes fatores na construção de uma carreira artística no mundo da dança.

Contudo, é importante lembrar que todo(a) grande bailarino(a) tem por trás uma grande mãe. Ser mãe de bailarino(a) não se resume apenas à matrícula feita nas aulas de ballet ou à compra de materiais de dança. Sua tarefa é de extrema importância e não pode ser negligenciada jamais.

Ser mãe de bailarino(a) é dispor grande parte do seu dia em prol das aulas e ensaios de seu/sua artista particular, é ficar sentada do lado de fora da sala esperando por longas e intermináveis horas, tendo como única distração o ritmo delicado trazido pelas notas musicais clássicas tocadas do lado oposto da porta.

Ser mãe de bailarino(a) é cuidar das lesões recorrentes, das dores intermitentes, da frustração ocasional, do desespero emocional que assola o grande amor da sua vida. Não há mãe que não sinta dor ao ver os olhos mareados de um filho que chega esgotado em casa depois de um dia de extremo desgaste físico e psicológico. Como não parar todas as tarefas do dia para apenas oferecer carinho e palavras de incentivo?

Ser mãe de bailarino(a) é estar presente em todas as apresentações de dança e por vezes até conhecer os movimentos das coreografias de tanto assisti-las. É buscar o melhor lugar na plateia e contar para os demais a sua volta quem é seu filho ou filha com o coração tomado de orgulho. É financiar cursos, workshops, figurinos, utensílios de dança e até mesmo viagens, de modo a gerar o melhor aprendizado possível relacionado à área da dança. Ser mãe de bailarino(a) é, por vezes, deixar este alçar voos mais longos, mesmo que isso resulte numa distância bastante dolorosa.

Para ser MÃE há que se ter coragem e generosidade suficientes para cuidar de algo tão significativo em sua vida. Acreditar no potencial de um filho é não só lhe dar asas para voar, como também oferecer o impulso necessário para alcançar às nuvens. Mas se por acaso as asas falharem, pode ter certeza que ELA estará lá para impedir a queda, porque mãe é abrigo, lar e carinho. Ser mãe é um ato de amor!

Autora: Bárbara Pessali-Marques

Diário de uma Bailarina: Uma esperança de Futuro em meio ao Retrocesso Social

Diário de uma Bailarina: Uma esperança de Futuro em meio ao Retrocesso Social

Artista, aquele que tem ou exprime o sentimento da arte (AURÉLIO, 2016), que tem sensibilidade estética apurada, indivíduo habilidoso /talentoso (INFOPÉDIA, 2003), pessoa que é exímia no desempenho de seu ofício, que tem habilidade ou vocação artística (MICHAELLIS), aquele que ama as artes (PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA).

A grande gama de definições encontrada para o termo “artista” nos diferentes dicionários existentes, faz-nos acreditar na fácil compreensão da amplitude de sua prática no cotidiano. Contudo, nos dias atuais, a escolha da área artística como profissão a ser seguida tornou-se sinônimo de ato de coragem.

Entre os diversos campos profissionais que o mundo da arte engloba, encontramos aquele que utiliza o movimento corporal como força motriz para sua expressão artística individual; profissional esse também conhecido como bailarino(a).

Por muitos anos, esses artistas vêm procurando conquistar espaço e especialmente reconhecimento perante a sociedade, enfrentando diversas barreiras atreladas à desvalorização, marginalização e desmerecimento da área em questão.

Após incansáveis “batalhas” realizadas em prol de seus direitos, os profissionais da arte acabam sendo surpreendidos por mais um obstáculo em sua trajetória. No dia 26 de abril de 2018, será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de caráter constitucional (representada pela ADPF 183 e 293), a qual busca questionar a “obrigatoriedade de diploma ou de certificado de capacitação para registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício das profissões de artista e técnico em espetáculos de diversões” (STF, 2013).

A Procuradoria Geral da República (PGR) insiste em afirmar que a atividade de artistas, técnicos em espetáculos e músicos representa uma forma livre de manifestação artística, que se faz contrária à necessidade de um diploma de capacitação para registro profissional; desconsiderando, portanto, o artista como um profissional.

Assim, mais uma vez nos deparamos com uma tentativa de retrocesso alarmante, em que o artista passa a temer pela perda de seu registro profissional e, consequentemente, de muitos de seus direitos. Aquele que segundo o dicionário, representa o indivíduo hábil e talentoso, capaz de exercer sua profissão de forma exímia, acaba perdendo sua legitimidade, se tornando irrelevante para o mercado de trabalho.

O(a) bailarino(a), grande representante da área artística que por muito tempo foi marginalizado(a) diante de sua escolha profissional, passa, então, a não ser mais reconhecido como tal. Um esforço de pelo menos 50 anos se torna em vão!

Ser artista é mais do que uma manifestação do eu interior, é superior ao mero prazer da expressão, perpassa o simples amor pela estética. Ser artista é trabalhar duro em busca de uma vida digna, justa e menos discriminatória. É procurar encantar o público com sua demonstração artística, é expor suas emoções, é utilizar todo o seu empenho e paixão pela arte para sobreviver. É apresentar toda a sua técnica baseada em muitos anos de estudos, pesquisas e, se tratando do viés da dança, ensaios repetidos à exaustão, na busca do movimento “perfeito”, que alie esse aprendizado ao mais puro sentimento de amor e entrega.

Ser um profissional da arte da dança significa se dedicar de “corpo e alma” a horas de ensaios desgastantes e muitas vezes lesivos, sendo a quantidade de performances realizadas sua principal fonte monetária. Com salários extremamente baixos, beirando o mínimo, muitos bailarinos se dedicam também à arte de ensinar, de modo a buscarem uma compensação financeira suficiente para sua sobrevivência. O pouco que ganham é revertido em gastos com materiais de dança, os quais apresentam valores exorbitantes: uma sapatilha internacional custando 900 reais e um collant mais que 100 reais, por exemplo.

Através de longos cursos profissionalizantes em escolas de dança, música e teatro, milhares de workshops realizados e diversas horas de estudos e ensaios, o artista passa a exercer seu papel de trabalhador, submetendo todo seu esforço ao competitivo mundo do trabalho; o qual ainda o discrimina, tratando-lhe como inferior.

O artista, como todo e qualquer trabalhador, não vive apenas do amor por sua arte. Ele tem contas a pagar, despesas a arcar, filhos a sustentar, uma vida a trilhar. Com dedicação semelhante ou até mesmo superior a de outras profissões, o artista representa uma classe trabalhadora que merece respeito e atenção, devendo ser tratada de forma igualitária. Ser artista é ser profissional.
ARTE É PROFISSÃO!

Autora: Thaís Cabral

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DICIONÁRIO AURÉLIO. Disponível em: https://dicionariodoaurelio.com/artista. Acesso em: 15 Abr. 2018

DICIONÁRIO INFOPÉDIA DA LÍNGUA PORTUGUESA. Porto: Porto Editora, 2003-2018.
Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/artist. Acesso em: 15 abr.2018

DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Disponível em: https://www.priberam.pt/dlpo/artista. Acesso em: 15. abr. 2018

MICHAELLIS DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/busca?id=ZElb. Acesso em: 15. Abr. 2018

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Brasília, 27. set. 2013.
Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=249452. Acesso em: 15. abr. 2018

Publicação de Utilidade Pública

Publicação de Utilidade Pública

Fazer ciência não é fácil.

Nós cientistas ou engajados com a constante atualização do conhecimento sabemos disso mais do que ninguém. Mesmo assim, os cientistas não se ajudam, pois há tão pouco espaço que acaba fazendo com que toda a nossa natureza selvagem de sobrevivência venha à tona.

Só vale o nome como primeiro autor, só vale o artigo publicado, só vale a publicação “naquela” revista. Só vale se estiver vinculado com “aquela” instituição, ou com “aquele” professor. O doutorando vira bandido, o mestrando vira cavalo e o aluno de graduação vira o coco…

E o conhecimento onde fica? Em Inglês numa revista indexada que poucos vão ler. Mas não tem problema, porque o cardiopata não precisa saber sobre cardiopatia, o atleta não precisa saber como melhorar a técnica, o bailarino não precisa saber como aumentar o desempenho, o diabético não precisa saber o que é o pâncreas, o lesionado não precisa saber como recuperar. Quem precisa ler o artigo é só quem vai nos citar, quem vai nos referir para ganharmos pontos no Research Gate.

E não importa se o meu coautor é meu amigo. Amigos, amigos, artigo a parte. “Foi mal aí” se você acordou cedo e dedicou todas as suas manhãs pra coleta de dados durante um ano. Só cabem seis autores e você é o menos importante deles. Mas preocupa não… um dia você vai ter alguém para explorar!

Cansei dessa história e vou ameaçar a minha carreira escrevendo com um linguajar acessível a não cientistas. Vou sim perder meu tempo publicando em livro! Vou publicar em (está preparado?) PORTUGUÊS! Vou chocar a sociedade acadêmica, não estou nem aí. Vou escrever comentários gigantescos para os meu orientados, vou até dizer que eles fizeram um bom trabalho quando eles realmente fizerem.

Sou rebelde mesmo… vou patentear equipamento ao invés de publicar artigo… já pensou a cara da CAPES?

Vou é produzir nos Bastidores e publicar em blog pro meu aluno de dança ler. Porque eu tenho consciência de que apenas com ciência se evolui. Quero que a minha publicação seja uma ação pública, de utilidade. Então vou escrever é para quem quer ler.

Autora: Bárbara Pessali-Marques

Diário de uma Bailarina: Um sopro de inspiração em uma falta de ar coletiva

Diário de uma Bailarina: Um sopro de inspiração em uma falta de ar coletiva

Aos bailarinos desse mundo:

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que ballet é fácil? Ou já viu alguém fazendo um rodopio com os braços em 5ª posição imitando sarcasticamente o que se imagina ser o único passo importante no ballet clássico? Quantas vezes alguém não lhe questionou o que você realmente queria fazer da sua vida, mesmo você já tendo respondido que era dançar?

É, ser bailarina(o) não é fácil. Além das dificuldades atreladas à construção de uma carreira na arte, bailarinos enfrentam ainda o preconceito, a desvalorização e a ignorância por parte daqueles que não sabem reconhecer a profundidade que a dança alcança.

Ser bailarina(o) não é apenas colocar um tutu rosa, dar giros e saltitos, fazer um coque no cabelo e utilizar uma sapatilha no pé. Fazer ballet não é apenas um passatempo para as horas vagas, ou uma atividade para manter as crianças ocupadas; dançar não é sinônimo de facilidade ou recreação.

Ser bailarina(o) é uma árdua escolha para o futuro. O ato de dançar não se traduz pura e simplesmente na biomecânica do corpo, como também se baseia na essência com que cada indivíduo se entrega à arte. A dança é a expressão da alma através do corpo, é a impossibilidade de se conter o amor pela arte do movimento. Já o ballet clássico se faz presente como uma modalidade, entre as diversas existentes, a qual abrange uma série de nomenclaturas, passos, interpretações, histórias, dores e sentimentos.

Aqueles que escolhem a dança como profissão devem se preparar para enfrentar obstáculos em sua trajetória, tais como: o padrão de corpo estipulado, os baixos salários, a pouca oferta de emprego, as lesões frequentes, a competitividade acirrada, o gasto exorbitante com materiais de dança, as inúmeras horas de ensaios para cada minuto no palco, o overtraining, entre outras dificuldades.

Contudo, não perca a esperança nunca! Foque nas recompensas que a dança lhe oferece. Seja sincero, há algo mais prazeroso do que ser aplaudido de pé após uma apresentação? De ter o seu esforço reconhecido? De ver o brilho no olhar de alguém que acabou de te ver dançar? De perceber que alguém se orgulha ao notar o quão realizado você se sente? Não, não há… Esses curtos momentos de recompensa fazem TUDO valer a pena.

Então, você, bailarina ou bailarino, dançarina ou dançarino, apreciador da arte da dança… não pense que o sucesso futuro não pode ser alcançado só porque o caminho é árduo. Tudo nessa vida depende da escolha que você faz e até aonde você se permite ir para realizar um sonho. Não se entregue, não se desespere e acima de tudo, se você ama o que faz, NUNCA desista.

Autora: Thaís Cabral

Conheça o Best Performance and Movement! Método de treinamento físico específico para bailarinos e artistas

Conheça o Best Performance and Movement! Método de treinamento físico específico para bailarinos e artistas

Ao contrário do que se pensa, pesquisas recentes na área da lesão e treinamento com bailarinos revelam que o ballet clássico e outras formas de manifestação da dança não são suficientes para preparar o corpo do bailarino para as demandas físicas para as quais ele é requisitado.

Desta forma, para ter uma carreira longa e saudável o bailarino deve utilizar treinamentos complementares para ser mais:

  • forte,
  • flexível,
  • resistente,
  • dentre outras características.

De acordo com os princípios do treinamento foi necessário o desenvolvimento de um método respeitando a especificidade da dança. Após pesquisas laboratoriais e clínicas por mais de 10 anos, Bárbara Pessali Marques desenvolveu e patenteou o Best Performance and Movement, um método de treinamento físico específico para bailarinos com exercícios criados de acordo com as demandas da dança.

Os exercícios visam aprimorar a técnica da dança. Foram utilizados como inspiração passos do ballet clássico, dança contemporânea e exercícios utilizados no treinamento de força, resistência e flexibilidade. Os exercícios foram criados pensando na especificidade do ballet clássico bem como de outras modalidades de dança.

Acesse o vídeo abaixo e entenda como o Bastidores funciona!!

Você também pode fazer parte da equipe Bastidores com nossa certificação!